fevereiro 12, 2006
OFFSHORE
Vem madrugada de mansas vilanias,
Vender o teu poder ao meu vencido,
P’ra lá de tudo vem que estou perdido,
Traz-me o fulgor da vitória de outros dias.
Faz de mim funâmbulo artista,
Envolto em plúmbea fulgurância,
Que na tua corda inventarei distância,
Da vida plangente de fadista.
Oh! Vem qual fada ou primavera,
Tirar-me do sonambúlico degredo,
Roubar-me ao papão e o meu medo,
Pois quando fui criança não o era!
Vem!, por quanto a tua vinda é desejada,
Secar o pranto azul deste oceano,
Onde erro dia a dia, ano após ano,
Sabendo que no fim tudo foi nada!
Christian de la Salette
Publicado por Poeta das 5 às 09:20 PM | Comentários (0)
Divagando sobre ti
Procuras-te…
Buscas-te na tua sombra
Nesse reflexo projecção do sol
Nessa imagem deitada no chão que outros pisam.
Ainda procuras, ainda buscas,
Ainda catas, mexes, remexes,
Ainda sofres, choras preces,
Perdes-te em memórias loucas…
Agradam-te as boas, alegres
Outras por mais que faças não esqueces.
Os bons momentos ficam, porém breves,
Breves são as dores, porém fortes,
Choras e gritas as tuas mortes
Os teus golpes profundos, fundos cortes.
Procuras-te…
Buscas-te na tua sombra
Nesse reflexo projecção do sol
Nessa imagem deitada no chão que outros pisam.
Lembras-te…
Recordas essa inversão de papéis
Quando te vês na sombra que outros pisam
Como pisam os sonhos dessa imagem que são teus.
Porém sorris…
Quantas lágrimas escondes nesse sorriso?!...
Nascem em ti forças não sabidas
Á custa de outras vidas (tuas)
Que nesses momentos olvidas.
Fazes o que é preciso
Mesmo que te custe o que precisas.
Hipotecas-te no teu presente
Em troca de uma felicidade futura
Que assim há-de ser sempre…
Futura…
Porém sorris…
Christian de La Sallette
Publicado por Poeta das 5 às 08:58 PM | Comentários (0)